
A ideia de destinar uma fração do orçamento municipal à execução de projetos propostos e aprovados pela própria população ganhou força no Brasil nas últimas décadas, país pioneiro a adotar este modelo de alocação de recursos.
O chamado orçamento participativo (OP) foi adotado por Porto Alegre em 1989, e, desde então levou a uma maior participação democrática em municípios de tamanhos, regiões e características distintas que replicaram a medida, dentro e fora do país. Estudos indicam que o modelo levou até mesmo à redução da mortalidade infantil em alguns cenários.
No entanto, enquanto a prática brasileira passou a servir de exemplo e avançar pelo mundo, muitos projetos nacionais acabaram enfrentando limitações e disputas políticas, levando a uma estagnação no número de municípios que de fato permitem à população decidir o destino dos recursos.
(Matheus Gouvea de Andrade, DW, 27.out.2025)
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